O Desembargador Manoel Brito do Tribunal de Justiça do Amapá suspendeu a eleição para a mesa diretora atendendo a uma ação movida pelo vereador Rinaldo Martins do Psol.

O vereador conversou com a reportagem do Estado É Notícia e explicou os motivos que o levaram a mover ação para suspender a nova eleição.

"O motivo é garantir o processo democrático numa eleição. Não se concebe uma eleição feita em 24 horas para um cargo tão importante, que o de presidente da câmara de vereadores de Macapá, que será o substituto eventual do prefeito.
Em 24 horas, e foi isso que me motivou, parece que o processo está atribulado. Por que é preciso ter inscrição de nomes, é preciso ter prazo para impugnação, é preciso ter prazo para a avaliação das impugnações de candidatura; então, foi por isso que nos motivou.

É exatamente o processo democrático que está atribulado, está atrapalhado e acho que é o papel do vereador, do parlamentar, fazer com que a democracia e a constituição brasileira sejam respeitadas...” contou o vereador.

O vereador afirmou que da forma que estava sendo conduzida, a eleição é uma ilegalidade. Em relação a nova data para realização da eleição, marcada pelo presidente em exercício, vereador Yuri Pelaes, o vereador considerou um erro formal da presidência da câmara de vereadores de Macapá. “Porque a sessão extraordinária foi convocada com pauta específica; a pauta era eleição da presidência, foi suspensa a eleição. Só existem dois caminhos: Ou derrubar a liminar, juridicamente; ou atender a liminar e pedir para que essa suspensão seja cancelada, ou seja; que a eleição ocorra. Convocar nova eleição me parece um erro jurídico e é lógico que as medidas precisam ser tomadas nesse sentido.”

Reportagem: Wilke Dias